sexta-feira, 17 de julho de 2009

Capítulo 3

Caminham por algumas quadras sem trocar uma palavra, até que Helen olha para John e pergunta:
-Você tem um plano?
John para pra pensar um pouco, abaixa a cabeça ajeita o chapéu e sorri disfarçadamente. Levanta a cabeça e olha nos olhos de Helen , John tinha um olhar sincero, um olhar que botava medo, mas Helen já estava acostumada.
-Não, não tenho um plano e nem sei o caminho – Diz ele sorrindo.
-Sabia... Mas eu tenho um, apenas confie em mim e me siga.
John balança a cabeça afirmativamente, e pensa orgulhoso “eu amo essa mulher, ela foi a melhor coisa que aconteceu pra mim, posso perder tudo, mas não posso perde-la .”
Helen caminha pelas ruas, parece que conhece perfeitamente os locais por onde vai, ela está linda, aquela roupa colada fica muito sexy nela, pensa John, andam mais cinco quadras até chegarem a um beco, Helen para e diz:
-É aqui.
Ela anda até um portão de ferro e dá três batidas, logo uma voz rouca responde:
-Quem é?
-Sou eu, Helen.
O morador dali começa a abrir o portão, muitos trincos se abrindo, e sons de correntes caindo. Logo o portão se abre, John vê um homem magro e alto, aparentando ter uns quarenta anos, estava usando uma calça jeans e um chinelo, estava sem camisa e em sua calça havia algumas gotas de sangue, John olha espantado para o homem, Helen estende a mão para cumprimentá-lo. O homem cumprimenta-a e diz:
-Sejam bem vindos.
John olha desconfiado, mas mesmo assim cumprimenta o homem. Não se lembra daquele homem em suas recordações, fica o observando por alguns segundos tentando se lembrar. Eles começam a descer uma escada que da até outro portão de ferro, o homem se aproxima do portão e dá três batidas, diz sussurrando:
-É o Jake, temos visitas... John e Helen.
Helen observa que John olha intrigado para o sujeito e então o cutuca com o cotovelo, ele olha para ela, que diz em seu ouvido:
-Eles são amigos, mais tarde explico quem são, finja que os conhece.
A porta se abre, depois de muitos ferrolhos destrancados, um homem gordo e ruivo, foi quem abriu a porta, usando um avental todo sujo de sangue, fedendo mais que um rato morto há dois anos, e sua pele parecia a de alguém que ficou numa piscina por dois dias, toda enrugada.
-Entrem- Diz o homem ruivo com sua voz rouca.
-Vou subir, qualquer coisa esto lá em cima -Diz Jake.
-Vamos entrar John –Diz Helen dando um sorriso.
Eles entram, a casa é pequena e abafada, apenas uma fraca luz ilumina o local, quase sem mobília, apenas alguns caixotes para ”enfeitar” o local. Helen e John se sentam em uma mesa redonda, usando alguns caixotes como banco, o cara ruivo olha para eles e diz:
-Já volto, só vou à cozinha ajeitar um negócio, rapidinho.
John olha sobre os ombros do cara ruivo e vê a cozinha, uma pia, em cima da um braço humano cortado, quando John vê aquilo sente vontade de vomitar, mas agüenta, o ruivo vai até a cozinha, Helen aproveita o tempo para dizer algo no ouvido de John:
-Ele é o açougueiro, já deve ter sacado por que chama ele assim, ele sabe de tudo que acontece “durante a noite”.
-Ele é um cara nojento, pensei que açougueiros só cortassem bois.
-Hehe, vá se acostumando, novamente.
O açougueiro volta e senta-se a mesa, e coloca um cutelo sobre ela, John olha para a faca e depois para os olhos do açougueiro, não se intimida e permanece calado, o açougueiro olha para Helen e pergunta:
-O que trás vocês aqui?
-Precisamos de uma informação...
-Que informação?
-Precisamos saber do paradeiro dos Libahunts e em que hora eles começam a caçar.
-Essa informação vai sair cara...
-Diga o que você quer.
O açougueiro olha para Helen, ela percebe o olhar malicioso dele, e John também, John coloca a mão em sua colt e Helen logo em seguida coloca a mão sobre e mão dele, tentando acalmá-lo.
-Não, não tem acordo se for isso que estou pensando – Diz ela seriamente.
-Bom... eu não disse nada – Diz o açougueiro tentando se explicar.
-Seu olhar já disse por você – Diz ela já ficando irritada.
-Me desculpe, pois bem, eu gostaria de algumas coisas bem valiosas para mim.
-E o que seria?- Diz Helen tentando se acalmar.
-Quinze dentes de lobisomens e quinze dentes de vampiros.
-Até aceitamos, mas essa informação tem que ser “A informação”.
-Pegaremos seus dentes e voltaremos, espero que a informação seja útil. – diz John levantando da cadeira e se preparando para partir. – Vamos, Helen.
-Sim, temos que encontrar esses dentes ainda essa noite e voltar aqui. Tudo antes do amanhecer.

Continua...